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Análise
de aspectos musicais
praticados no cinema |
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No primeiro semestre nos valemos da linguagem musical para abordar o mundo enquanto linguagem e representação, usando, para isso, estruturas musicais subjacentes nos filmes Matrix (Matrix, dos irmãos Wachowski), Cidade das Sombras (Dark City, de Alex Proyas) e eXistenZ (eXistenZ, de David Cronemberg). No segundo semestre observamos como que a relação musical de tema e variação se desdobra sobre o mito de Eros através da cultura, desde suas origens arcaicas em Homero, variando seu tema em Platão, Apuleio, até transfigurar-se na fábula medieval A Bela e a Fera e chegar ao terror moderno com Drácula. Em 2003 abordaremos a separação como tema; a separação no tempo, a separação entre mundos, e como essa separação se processa na forma de um contraponto musical; através de filmes como O Tigre e o Dragão (Crouching Tiger, Hidden Dragon, de Ang Lee), Feitiço de Áquila (Ladyhawke, de Richard Donner), O Paciente Inglês (The English Patient, de Anthony Minghella), O Céu que nos Protege (The Sheltering Sky, de Bernardo Bertolucci), entre outros. A curso de Análise de Filmes é uma introdução à Estática, uma forma singular de leitura que une arte e filosofia. Esta união, contudo, faz jus à tradição, porque une disciplinas como harmonia, aritmética, filosofia que, a princípio, não estavam separadas.
Silvio Moreira é formado em psicologia e mestrando em filosofia na PUC-SP. Estudante de música desde os oito anos, a quatro estuda filosofia e estética com o prof. Ricardo Rizek, criador do método de análise de filme exercido no conservatório. |