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Ensino de música, quanto vale? O mercado nacional do ensino de música passa a impressão de que tudo é feito de um jeito simples, descomprometido e sem visão empresarial. Na minha opinião, para que uma empresa cresça e se estabeleça de fato, esse trabalho tem de ser feito com cumplicidade, seriedade e muito investimento em infra-estrutura e em equipe. Por experiência, parece que o nível desse ensino tende a se acomodar, não se reciclando e oferecendo serviços desatualizados, que em consequência se tornam desvalorizados e improdutivos. Quando propomos mudanças, a primeira impressão é de que ninguém quer sair de sua comodidade. Ou quando parece que aceita, em seguida não assume a mudança prevista ou desiste. O correto é buscar alternativas e novos ideais para, mudar, realizar e definitivamente, ser ativo e dinâmico. Essa realidade é muito triste, principalmente para os estudantes, que precisam de uma série de recursos e objetivos, que deveriam partir de seus educadores. Contudo, a realidade nos mostra que na maioria das vezes, esses profissionias são mal preparados, ensinando apenas o básico, o que leva o estudante também a esse hábito desde a mais tenra idade. Os estudos são realizados de maneira pouco disciplinada e sem elaboração, o que resulta num aprendizado tímido, que nem sempre atinge o objetivo final, que é preparar um bom profissional da música. Parar, pensar e atuar com decisões de mudança, são para poucos que têm coragem de cobrar e difundir o diferencial para todos a sua volta, premiando a conduta dos profissionais envolvidos através de programas de incentivo ou de avaliação, para que os fundamentos do ensino sejam colocados em prática pelos diretores, coordenadores e professores que buscam essa magnitude do ensino e da arte de educar. É claro que temos impeditivos parar alcançar esse objetivo. O primeiro deles talvez seja o financeiro, que não recompensa o suficiente pelo investimento que é preciso fazer. Também o não compromisso da instituição, com essa missão do ensino da música, além do problema cultural do que “ já está bom,” “eles não merecem isso, pois não valorizam". Isso gera a situação de acomodação, com tendência a achar que é tudo assim mesmo: o país, a política, o estudante, etc... E assim nada se faz de fato, para melhorar, até procura-se, mas na prática, poucos executam. ANALISANDO A SITUAÇÃO, TEMOS QUE REFLETIR SOBRE NOSSA MANEIRA DE DIRIGIR INSTITUIÇÕES DE ENSINO E REVER CONCEITOS DE EDUCAÇÃO E ATITUDES PERANTE ESSE MERCADO, CADA VEZ MAIS COMPETITIVO QUE COBRA E SACRIFICA OS QUE NÃO TEM CORAGEM DE MUDAR E DE INVESTIR, SENDO PIONEIROS E MANTENDO SEMPRE UM DIFERENCIAL MUTANTE E CADA VEZ MAIS PROFISSIONAL Enfim, temos que sair da nossa situação tranquila e compacta, agir, aprender, reverter e fazer valer o mecanismo da atualização e globalização. Podemos assim ter uma atitude mais positiva e enérgica no que se refere ao que realmente queremos e lutamos, contrariando os tempos passados e buscando novos caminhos. Com certeza teremos algo a deixar para os estudantes futuros e teremos consciência que fizemos o possível e o impossível para crescer e ensinar de verdade como educadores. Devemos ter e exercitar a disciplina em tudo que nos propormos e com certeza oferecendo este exemplo, agregaremos novos parceiros que atuam ao nosso lado, com a expectativa de crescer e juntos desenvolvermos diversos projetos, viabilizando assim a prosperidade de todos, seja, do corpo docente, discente e ainda dos funcionários de nossa escola. A escola de hoje precisa estar antenada com a sociedade, desenvolver trabalhos em equipe, ter visão ligada ao mercado, tomar atitudes éticas, manter valores morais, ter um comportamento humanizado e, sobretudo, uma preocupação com o individuo que é o nosso aluno, futuro profissional de amanhã bem formado ou um diletante bem informado. Antonio Mário da Silva Cunha |
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